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A minha história nos hospitais públicos espanhóis

Um dia eu estava no metrô, me espreguicei e meu namorado viu que eu tinha um calombo no pescoço. A gente estava indo à uma festa e todos os meus amigos ficaram preocupados e me obrigaram a fazer uma coisa inédita aqui na Espanha: ir a um pronto-socorro.
Eu já fui a vários prontos-socorros privados e também públicos lá no Brasil. E quando digo que já fui à prontos-socorros de hospitais públicos brasileiros, me refiro à parte mais profunda deles… (Isso é uma história completa, que vou contar entre parêntesis para que você possa pular se não te interessar: Eu fiz uma atividade durante 2 meses na UTI do Hospital do Trabalhador, no bairro do Portão, lá em Curitiba. Isso quer dizer que eu entrava por onde o grande público não tinha acesso e fora dos horários de visitas. Vi pessoas sendo atendidas em cima de um lençol, compartilhando macas, segurando o seu próprio sangue na cabeça com uma fralda, sentadas no chão. Escutei jovens residentes falando um para o outro: “Brother, que noite mais sinistra”, e escutei pessoas gemendo de dor).
Devido à essa experiência, ir ao pronto socorro de hospital público, me parecia algo assustador. Mas eu peguei na mão do Alberto, coloquei um “treinim” e fui.
Pois olhe, agora vou resumir bem: Me registraram na recepção, me sentei em uma cadeira e esperei uns 40 minutos vendo televisão e lendo o jornal. Entrei numa salinha onde uma doutora jovem e bonita me esperava. Ela me perguntou umas 15 coisas e me examinou durante meia hora. Como não chegou a uma conclusão precisa, chamou outro médico que esteve comigo durante outros 10 minutos. Os dois chegaram à conclusão de que se tratava de um bócio na tireóide.
Ele me pediu uma ecografia e uns exames de sangue. Para isso, eu precisava de alguns números da seguridad social (o INSS daqui), que eu não tinha, por nunca ter ido ao médico… mas os doutores colocaram na receita que era “preferente” e pronto: em menos de 10 dias eu tinha meu horário para a ecografia e no dia seguinte eu fui ao médico do postinho para falar sobre o tal número que eu precisava, pedir uma consulta mais detalhada e o exame de sangue.

Sobre tudo isso eu vou falar em outro post; mas quero que vocês vejam o que eu vi quando fui ao hospital fazer a tomografia; e nessas fotos que publiquei ali em cima dá pra ter uma boa noção do estado do hospital onde estou me tratando.
(este post começou aqui: A saúde pública)

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¡Ha llegado la Navidad!

É, eu ia começar publicando uma sequência de fotos de hospitais e outras vivências na saúde pública espanhola, mas…. é que hoje acenderam as luzes de Natal aqui em Madrid!
Como na semana que vem eu já vou pra Curitiba, quero que vocês possam ver um pouquinho como é o Natal aqui no Velho Mundo: muito frio, sem Papai Noel, com Três Reis Magos e o mais importante: muitas, mas muitas luzes por toda a cidade! Cof-cof: mesmo no meio de uma das maiores crises do país nesses últimos anos. “Igualzinho ao Brasil, né?” :)
Essa é a vista da nossa janela do trabalho: pôr-do-sol-rosa-de-outono e luzinhas acesas.

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A saúde pública na Espanha

Na verdade foi por isso que esse Tãmbler nasceu; porque eu tive que ir no hospital aqui na Espanha.
Não se preocupem (que eu estou bem), porque não vou publicar longos posts comparativos, explicando como a saúde pública em Madrid é boa e como a do Brasil é ruim. Se eu quisesse fazer isso, teria criado um Blógue; ou escrito um longo artigo para algum meio de comunicação.
Nada. Vou publicando fotos e contando pequenas histórias que ilustrarão a experiência de estar longe do seu país, ter alguma alteração de saúde e utilizar um serviço público que é declaradamente melhor do que o privado, enquanto a infra-estrutura, atendimento e equipe humana.
Esta história continua aqui: A minha história nos hospitais espanhóis

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Isabela Sperandio

Oi!

Sou Brasileira e moro em Madrid, capital da España. Nesse espaço pretendo comparar e mostrar semelhanças e diferenças entre a vida nos meus dois países.

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