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Brigas de vizinhos

Não gosto de generalizar, mas essa coisa almodovariana de espanhóis gritando e discutindo, utilizando palavras de baixo calão com naturalidade e ofendendo-se mutualmente pode ser bastante real.

Quem passa por este quase-blog sabe que eu sempre comento que aqui dizem "a tomar por culo" na TV, às 4 da tarde, sem pudor, medo ou vergonha. Eles falam "mierda" no ambiente de trabalho e utilizam expressões como "gilipollas" como quem diz que tá #chatiado. O volume médio da voz da galera também é bastante elevado, o que se nota imediatamente nos bares, restaurantes ou dentro do ônibus, quando você escuta a vida inteira da tiazona que tá falando pelo celular. Isso às vezes irrita, mas quando você acorda de bom humor, pode ser bem engraçado.

O legal é que eles expressam tudo, jogam pra fora, batem boca, lavam a roupa suja onde for. Gritaria e confusão no meio da avenida.

Hoje encontrei este post, que me fez, literalmente, chorar de rir. Talvez só seja engraçado pra quem mora ou morou aqui, porque é tão surreal que é até difícil acreditar que realmente acontece. Mas é assim: eles são tão, mas tão briguentos, que são capazes de dizer todos os palavrões e gritos para os seus vizinhos em pequenos cartazinhos colados nas paredes dos seus edifícios - além de destapar situações quase tão absurdas quanto os cartazes em si (clique nas imagens para poder vê-las em tamanho maior).




Para os ladrões de papel higiênico, desejamos.... (mas antes, contamos nossa vida...)


"Pues no me has pillado" - "Você não me pegou"



 


 
 
 
 
Pra quem gostou, tem mais neste Tãmbler
 
 

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A água é grátis

Uma das coisas que eu acho mais legais por aqui é poder pedir água grátis nos bares e restaurantes: "Y un vasito de água, si puede ser"- qualquer pedido sempre vai acompanhado desta frase no final. Nem precisa dizer que é "água de grifo" (de torneira); eles sabem e te trazem a água bem fresquinha.

Sempre fui da opinião de que a água é um bem público, um recurso vital da natureza e que, tá, até podem cobrar por ela, mas pô, negar água é sacanagem, né? Este era um dos grandes temas das minhas longas conversas vagabundas com o meu amigo Lalau nas tardes de sol do JP, o bairro onde crescemos.

Aqui na Espanha os donos dos bares e restaurantes pensam assim. Quando a gente vai em mais pessoas pedimos até uma "jarra de água de grifo". É normal, ninguém faz cara feia e até trazem a jarra com gelinho dentro.

Isso sim, vale a pena avisar que a água de Madri é "uma das melhores do mundo" (por quê todo mundo fala que as suas coisas estão entre as "melhores do mundo"?), mas existem outras comunidades autônomas (estados) onde a água não é tão gostosa. Em Barcelona, por exemplo, tem muito cálcio e fica com um sabor meio salgado... mas é potável e a cultura do copinho grátis também predomina.

Já aconteceu até de eu nem estar no bar e entrar só pra pedir um copo d´água pro garçom. Pode parecer cara de pau, mas é algo normal... tá calor lá fora, você tá morrendo, a água é grátis... por quê não?

Sempre comento com os amigos-turistas que passam pra me visitar: não gastem dinheiro com água - como diz a publicidade do Canal Izabel II (empresa de abastecimento de água de Madrid - que por sinal, está sendo privadizada), a água é um bem de todos!


E para os que têm um bar aí no Brasil, ofereçam alguma coisa grátis para os seus clientes: água, azeitona ou batatinha. Aqui todo mundo faz isso e é algo bastante comum, que acaba estimulando que o pessoal consuma mais. Além disso, o pessoal vai sair do seu estabelecimento muito mais felizes!

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O taxista de Madri e seu presépio de natal

No táxi que me levava para a estação de trem de Atocha, o motorista me contava sobre o enorme 'Belén de Navidad' que ele monta todos os anos na sua casa em Madri.

- Mas o senhor continua usando o boi e a mula que o Papa disse pra tirar?
- Claro, minha filha... eu não sou 'creyente'.
- É só pela tradição então?
- Isso... O Natal é como um jogo, uma época pra gente brincar. Aliás, qualquer pessoa com o mínimo de instrução sabe que Deus não existe! Para mim, nem os padres nem os bispos acreditam em Deus. Eles são muito estudados e formados pra acreditarem nisso! São trabalhadores de uma empresa, simplesmente.
- Será? E por quê o senhor tem essa opinião?
- Simplesmente porque Deus não existe! - e uma encorpada gargalhada encheu o carro.

Ri com ele e lembrei de um texto que li na coluna da Eliane Brum, na Revista Época, que contava como ela tinha sido demonizada pelo taxista paulistano quando disse que era ateia (A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico).

Optei por escutá-lo falar e opinar sobre a importância do comércio natalino para o sistema capitalista no lugar de tentar contar para ele que eu sim acredito em Deus, que sou religiosa, mas que não gosto do Papa - nem do sistema.

Mas não deu tempo... a estação de Atocha era perto demais pra gente ficar amigo. Desci do táxi feliz; contente por saber que tem gente que pensa diferente e tem suficiente bom humor pra fazer a gente rir das divergências, ver que nas diferenças sempre existem similitudes e que delas, junto com as risadas, pode nascer a simpatia - um dos princípios da tolerância.

Fiquei feliz em conhecer o taxista que fala de religião e de educação, que é ateu e que foi gentil e risonho durante toda a viagem. Lembrei dos evangélicos e dos taxistas brasileiros....


*Belén de Navidad =  presépio

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Sorria (de verdade)! Você pode estar sendo filmado

Uma reclamação constante aqui em Madri é sobre a quantidade de câmeras de "segurança" que se multiplicam pelas ruas e demais espaços públicos da cidade.
Eu, particularmente, sou contra a presença delas e entendo que são uma invasão à nossa privacidade e ao nosso direito de ir e vir no anonimato (este grande prazer cada vez mais esquecido e menos valorizado entre os amantes da internet). Além disso, elas impõe a política do medo e do controle... Nada de segurança de verdade, só ilusória.

Avisos pelas ruas de Madri


Mas como ando grávida-sensível, compartilho com os não-leitores deste não-blog um vídeo lindo que encontrei no Facebook dozamigo. Fala sobre as coisas fofas que acontecem todos os dias nas ruas de qualquer cidade e conta um pouco da poesia da vida e da capacidade de sermos humanos, quando achamos que estamos em pleno anonimato.



Sometimes, security cameras catch something totally different




Tá, vai, é uma campanha da Coca-Cola. Mas publicidade também pode - e deve - ser bonitinha.
E danem-se as câmeras. Se elas existem, que seja para ver a nossa cara feliz.

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Os desconhecidos

Uma das coisas que eu mais gostei quando vim morar aqui, foi de me sentir uma desconhecida. Escutava a canção do Dylan, Like a Rolling Stone e cantava bem alto a parte que dizia: How does it feel, to be without a home, like a complete unknown, like a rolling stone?

Essa fase já passou. São 5 anos, trabalhei muito e conheci muitas pessoas.
Tive a oportunidade de me inventar e de criar a minha história. Aqui ninguém nunca me tratou diferente por eu ser filha, prima ou neta de alguém. Além do mais, o conceito de "classes sociais" é bem diferente do que estamos acostumados no Brasil, o que faz com que tenhamos mais valor como pessoas, definitivamente.

Me senti livre.
Livre não só para ser quem eu queria, sem ninguém me dizendo o quê era certo ou errado, mas também para me rodear das pessoas que gostavam de mim do jeito que eu era.

Lembro quando fui me despedir da tia Neusa, minha sábia tia-avó que em 2007 já somava mais de 90 anos de idade:
- Como você está, filha? Animada?
- Estou um pouco assustada, tia... Com um pouco de medo.
- Medo? Medo do quê?
- Medo de que não gostem de mim, de ficar sozinha, de não ter amigos.
- Pois então, faça-se gostar. 
 A tia Neusa abriu um sorriso que nunca esqueci e todo o medo foi embora.

Toda essa liberdade  me serviu para falar com quem eu quisesse, quando quisesse e como quisesse. Fiz amigos em barra de bar, na casa de outros amigos, no ônibus e na Internet.

Hoje li o post que a Bruna Castro escreveu no seu Abra a Janela: Converse com estranhos. Me fez pensar em todas as pessoas que eu conheci viajando dentro de um ônibus, comendo um sanduiche no parque ou pegando um avião. Fiz amigos, troquei confidências, dei beijo na boca em gente que nunca mais vi. Sempre aprendi muito com cada uma delas. Teve um cara que me deu uma ideia pra escrever um livro, outro que acabou me ajudando a conseguir o visto de estudantes que me permitiu estar aqui e gente que me fez entender o que é, realmente, sofrer preconceito por ser diferente.

Também tem os chatos: os inquisitores, os que falam sem parar, os que opinam demais sobre a sua vida. Nos dias em que eu tô curtindo o mau humor, sempre lembro deles e tento não falar com ninguém. Ou falo em outra língua, fingindo que sou de um país que eles não são e que por isso não podemos nos entender.

Numa dessas vezes, eu estava no avião indo pro Brasil e me sentei naqueles bancos gigantes do meio, que todo mundo odeia. Vi que todos os nipo-paulistas que estavam ao meu redor eram viajantes de primeira viagem e que me perguntariam de tudo.. desde se pollo é frango até como mudar o canal da televisãozinha do banco. Me fiz de gringa, ignorei as vovós fofinhas, respondi em espanhol pra aeromoça que falava em portugués e dormi. Dormi pesado e acordei com aquela linda senhorinha com olhos orientais e olhar brasileiro arrumando a coberta para tapar melhor minhas costas.
Sorri.
Me envergonhei. Me senti uma idiota! Nem podia dizer "obrigada".

Me dei conta de que nenhum mau humor é razão suficiente para perder a oportunidade de conhecer a uma grande pessoa - dessas que dão sentido às palavras do poeta que eu tanto gostava quando tinha 17 anos: "A vida é a arte do encontro, embora exista tanto desencontro pela vida".

E brindo os desconhecidos! Seres maravilhosos que dão asas à minha liberdade de ser quem eu mesma quero ser, sem rótulos nem embalagens.

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Mão na bunda

Lembro a primeira vez que um menino tocou na minha bunda. Eu quis matá-lo.
Lembro da segunda, numa festinha americana. Eu pensei que iria para o inferno, que minha alma se queimaria para sempre, que meu karma seria afetado e que minha mãe nunca mais voltaria a falar comigo.

Um par de décadas depois eu vim morar na Espanha e não sei muito bem o que as mães espanholas ensinam para as suas filhas. Logo que cheguei em Madrid percebi que menin@s das mais diversas idades e classes sociais vão pela vida com a mão d@s seus/suas respectiv@s marid@s, gatinh@s e namorad@s; bem colocadona encima de suas busanfas.

Aqui não rola agarra-agarra, sabe? É muito difícil ver um casal se beijando em público, mesmo se forem namorados ou casados, jovens ou maduros. Acho que quem faz isso é, assim, super mal visto. Mas é muito comum você ver pessoas andando ou abraçadas e uma com a mão na bunda da outra.

Eu aviso porque aqui a bunda tá bem desmistificada. Os espanhóis dizem "culo" como quem diz, "nádega" e até na televisão você pode ouvir, às 3 horas da tarde, um personagem de uma série dizendo "vete a tomar por culo" para o seu vizinho.

Aviso às amigas (e amigos) que vierem pra cá e ficarem com um(a) gatinh@: não precisa ficar histéric@ se a mão da pessoa baixar um pouquinho. Mas beijar na boca de língua, em lugar público, fica chato. Fica a dica, né? É bom pra não mal-interpretar ninguém e pra conhecer as diferenças culturais das bundas do mundo.

No Brasil dizem que opinião e bunda, cada um tem a sua. Na Espanha ela é bem menos importante do que um bom beijo na boca.



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Dançando no pensamento

Sinto saudades de dançar.
Gosto de sair e de balançar a cabeleira, as cadeiras e de dar risada.
Gosto de levantar o copo bem alto e que caia cerveja, sem querer, lá de cima.
Gosto de ver a galera se chacoalhando e de entrar no mesmo ritmo.
Gosto de abraçar o meu gatinho e de rodopiar.

Os espanhóis não gostam. Eles gostam de escutar a música. E eu acho que eles gostam de ver a gente dançando. Mas eles não dançam.

Não tenho certeza, mas acho que o espanhol é muito envergonhado. Eles não têm vergonha de gritar quando falam no telefone, nem de discutir alto, mandando quem está do lado prá-quele-lugar. Mas eles não se abraçam muito, não falam muito dos seus sentimentos, nem dançam.

Eles não se movem no ritmo da alma, não expressam o quê sentem rebolando e deixando os problemas pra lá.

Tenho saudades de ir num show e de ver todo mundo pulando, de ver os loucos dando mosh, de ficar com vontade de invadir o palco e de voltar pra casa sem voz.

Também sinto falta de ir em bar com música ao vivo. Aqui não tem muitos, sabe? Ou você vai num show, ou vai num bar. Bar, com mesinhas, música e que vc possa levantar pra dançar enquanto os outros pedem uma cerveja, faltam por aqui.

E me pergunto... Dançar no pensamento também se chama "saudade"?


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Quanto você ganha?

Em linhas gerais, os brasileiros e os espanhóis são culturalmente bem parecidos. Temos alguns pontos diferentes, como o temperamento, que do brasileiro é mais alegre. Mas no geral, brasileiros e espanhóis gostam de rir, comer, beber e estar rodeado de amigos e da família.

Mas tem uma coisa que é bem diferente e que, mesmo depois de 4 anos morando aqui, continua me chocando. É a pergunta "quanto você ganha?"
Não importa o nível de confiança, amizade ou intimidade que você tenha com uma pessoa. Que te perguntem "quanto você ganha", "quanto você paga de aluguel" ou "qual o salário do seu marido" é violento.

Todos os amigos que eu tenho na Europa estão na minha vida há não mais do que 4 anos. Construí relações sólidas que levarei para sempre com espanhóis, chilenos, argentinos, equatorianos, venezoelanos, italianos e também com muitos e muitas brasileiras, incluindo curitibanos.

Muitos dos meus amigos do Brasil o são desde antes de eu saber falar direito. Tem os piás lá da rua, a amiga que estudou comigo no Viva Vida, gente que eu conheci no Tistu, muitos amigos do Positivo, da Faculdade, da Pós, das épocas dos namorados ou trabalhos antigos. Nenhum deles nunca me perguntou quanto eu ganhava. Eu não sei quanto a maioria deles ganha. Na Espanha, em meia hora de conversa, alguém pode te lançar a pergunta que me deixa gelada e sem resposta.

Veja bem, se trata de algo tão intrigante que me fez escrever um até um post! Eu sei o salário de alguns dos meus amigos no Brasil e também de alguns espanhóis. Em todos os casos, e incluo minha irmã, meus pais e meu namorado-marido, foram eles que quiseram, de maneira natural, me contar.

Quanto você ganha? Mas e o aluguel, quanto é? Juro que nunca vou entender o quê leva uma pessoa a perguntar coisas assim e de onde ela tira coragem para tal questionamento inquisitório.

Deixo aberto os comentários para que vocês lancem suas apostas. E não, por favor, não precisam incluir números. O quanto cada um ganha é problema seu.

Os brasileiros que são demasiado púdicos e se sentem incômodos ao falar do seu dinheiro, os espanhóis serão muito abertos com o tema ou esse pessoal do lado de cá, simplesmente, quer argumentos para fofoca? :)

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A televisão na Espanha

Falar sobre a programação da tv de um país, é falar sobre um povo... da sua educação, do seu nível intelectual, cultural, social e também do seu grau de exigência para esses valores.

Eu escrevi no Tãmbler que a tv na Espanha é muito, mas muito ruim. Os telejornais são uma porcaria, parciais, superficiais, comprometidos com seus próprios interesses. As séries espanholas são feias, má produzidas, os roteiros são penosos. Só existe uma exceção: a televisão pública. Os demais programas de entretenimento têm um ar entre Silvio Santos, Gugu Liberato e Passa ou Repassa. Tudo é meio show de calouros, meio reallity, meio exagerado e fake. Os programas repetem formatos, enjoam e deixam claro que falta dinheiro. É a crise. Mas a culpa não é só dela... antes também era assim. Menos monótono, quem sabe. Mas era.

Para os interessados, meus amigos que trabalham no setor dizem que os programas aqui se dividem em 3 categorias: "amarillo", "rosa" e "blanco". Os amarelos são os sensacionalistas, os rosas, também conhecidos como "de corazón", são os de fofoca e os brancos são mais objetivos e procuram aportar conteúdo de qualidade.

Entre os amarelos e rosas se destacam (como não?) os reallitys e sobretudo o BBB, que esse ano estreiou sua 13ª edição (!!), com récode de audiência. Ultimamente o "ibope" do programa tem caído, o quê não é necessariamente uma boa notícia, pois os produtores amarelo-rosas da indústria televisiva espanhola não desistem. Os espectadores estão emocionados com o último lançamento:





Entre os participantes temos uma mãe que procura namorado para seu filho gay, uma ex prostituta que quer conquistar pacote gatinho + sogra e um monte de sogronas loucas para bater boca, lavar roupa suja e dizer palavrão na telinha.

Sim. Dizer: "a tomar por culo" na televisão espanhola, é normal. Mas tem coisa pior! Nesse tal de programa tem uma possível sogra que vetou o namoro do filho com uma candidata porque ela era negra. Sim, porque era negra. A coisa vai por esse nível.

Conto tudo isso porque reclamamos da tv brasileira. O quê quero dizer é que a televisão comercial e aberta é assim. E já disse que aqui existe uma única excessão; a tv pública. Você acharia normal ligar a TV Cultura e ver A Vida de Brian do Monty Python numa quarta feira qualquer? Deveria ser, né?
Aqui é. Ver a 1 ou a 2 normalmente é encontrar um copo d´agua no deserto. Um deserto quente, infinito e internacional.


(Mais? No Tãmbler!)

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La siesta

Entre as grandes lendas sobre a Espanha, está a Siesta.
Eu lembro quando a Marian, amiga da minha irmã, veio me visitar...
- A siesta é real?
- Não.
- Ahh sério? Você acabou de assassinar um mito! Acreditar na siesta era como acreditar em um conto de fadas!

Mas eu escrevo este post para me redimir. As coisas não são bem assim.

Em uma cidade como Madri, onde o ritmo de vida é frenético e o dia a dia é movido pelo dinheiro, alguns costumes tão enraizados como a siesta, perdem força. Você vai ao centro de Madri qualquer domingo, e todas as lojas estão abertas e as pessoas comprando feito loucas (em plena crise). Mas você anda meia hora e entra em qualquer bairro e encontra isso - em plena crise e sem nenhuma preocupação.


Essa foto é de um chaveiro aqui perto de casa. Vale comentar que quando me mudei, demorei uns 2 meses para conseguir fazer cópias da chave da minha casa....