Em outras oportunidades eu já escrevi e comentei sobre a minha positiva experiência com o sistema de saúde público espanhol. Nestes 6 anos de vida aqui, conversando com as mais diversas pessoas, entendi que "el público es mejor que el privado".
Tem gente que tem plano de saúde, mas pelo que elas me falaram o utilizam mais para exames e consultas de rotina, devido à praticidade e comodidade no atendimento. "Pero si es algo más grave, al público, directamente. Es mucho mejor".
Para mim, tão brasileira que sou, foi difícil de entender. Mas a analogia "universidade federal x universidade particular" que conheci lá em Curitiba, fez tudo ficar mais claro. É lógico: o público dá melhores condições de trabalho para os profissionais - logo é o sistema que concentra os melhores médicos. O investimento em I+D é grande e a infra-estrutura é boa. Portanto, público melhor que privado. Faz sentido.
Isso aprendi há uns 2 anos, mas agora com a crise, as coisas estão mudando. O novo partido político que está no governo quer privatizar a "sanidad", os médicos estão fazendo muitas greves, demora um pouco mais pra conseguir uma consulta, alguns centros estão fechados por corte de gastos e o investimento em I+D quase não existe. Mas, mesmo assim, todos dizem que o público ainda é superior e que as consequências reais desta crise, notaremos dentro de 2 ou 3 anos. E eu preferi acreditar, até porque, dentro de 1 mês eu dou a luz e vai ser tudo pelo público - como (quase) todo mundo faz.
Uma grávida amateur
Estou grávida há 8 meses e desde então, começou minha nova aventura pelo sistema de saúde espanhol e pelo desconhecido mundo da maternidade.De imediato, percebi mil coisas e experiências que poderia contar para as pessoas que sempre me perguntam como são as coisas por aqui. São muitas as diferencas no próprio sistema, na eficiência, na infra-estrutura e no tratamento, por exemplo. Mas para mim, o mais emocionante está sendo descobrir e conhecer o universo do parto em si, através do acesso à informação que o próprio sistema oferece aos papais.
É verdade que, comparando com países mais desenvolvidos como a Holanda, por exemplo, aqui o sistema para os partos ainda é bastante imperfeito e falta muito para que se aproxime ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pela UNICEF. Segundo números de referência, a Espanha ainda está por cima do recomendado na média de cesáreas realizadas e de partos intervenidos.
Porém, para as minhas referências trazidas do Brasil, a Espanha está em um futuro distante, muito melhor do que tudo o quê conheci no meu país, e mais legal do que jamais poderia imaginar..
A história prévia da grávida em Madrid
Lembro de quando eu era mais jovem e perguntava para as mamães se os seus partos tinham sido normais ou cesárea. Quando respondiam "cesárea", sempre questionava "por quê?", tentando entender o quê teria ter acontecido... O fato é que eu sempre tive horror à cesariana, pelo próprio medo que tenho aos hospitais e médicos em si. Medo! pensar em uma agulha me bloqueia e aterroriza. Então, essa história de que mais de 80% dos partos brasileiros sejam feitos baixo intervenção cirúrgica sempre me pareceu uma aberração, porque fica claro que a grande maioria deles não eram realmente necessário. E me dava medo: vai que eu não posso escolher... Vai que me dizem que tem que ser cesárea e a coisa não é bem assim... Medo, meu medo, e falta de confiança nos médicos, que, em muitos casos estão mais preocupados com o seu conforto do que com as opções da mamãe e do bebê.
Quando eu e o Alberto decidimos ter um filho, fomos bem impulsivos. Não debatemos e nem pensamos muito. Nos olhamos nos olhos, conversamos 5 minutos e nos perguntamos: tem certeza? e assumimos o desafio. O Théo demorou pouco para nos surpreender e nem sequer nos deu tempo de planejar o futuro, de pensar onde ou como seriam as coisas, se ele nasceria no Brasil ou na Espanha. Tudo isso a gente foi pensando ao longo da gestação. Somos jovens e livres, poderíamos tomar qualquer decisão e eu acho que ter o nosso filho na Espanha foi a melhor entre todas elas.
Aqui, com toda essa chuva de informações, a experiência do parto em si se tornou algo realmente importante para mim, a gravidez tem sido uma etapa especial, e eu acho que para a viver tudo isso, este país supre melhor as minhas necessidades do que o Brasil. Aqui, além de informação aberta eu tenho liberdade de escolha.. e sei que ela será respeitada, dentro do possível. Sei que se tiverem que me fazer uma cesárea, ela vai acontecer, mas só se for por necessidade. E logicamente estamos abertos à ela, ao fórceps e à anestesia :)
(vai, só estamos comparando diferenças)
Amateur, na España e ¡solita!
Eu estou encantada com, por exemplo, o acompanhamento da gravidez. As consultas com o obstetra são rápidas e muito práticas. Falamos sobre exames, resultados e datas. As dúvidas, sentimentos e o acompanhamento mais pessoal é feito com a "matrona" - a famosa "parteira". Inclusive é a parteira quem faz o parto: ela sozinha... ou ela com outra matrona.
Explico: aqui muitos hospitais já seguem a tendência da OMS de que os partos sejam o mais natural e o menos instrumentalizados possível, portanto não é necessário que um médico entre na sala de parto... Claro que os ginecologistas estão ali do lado, assim como a UTI pré-natal e toda a infra-estrutura e pessoal necessários... mas a filosofia do parto é diferente. O parto é da mulher e cada uma terá a oportunidade de vivê-lo como prefira - sempre que tudo corra bem e não seja necessária nenhuma intervenção... E por isso a informação é tão importante. Além do mais, as cesáreas não são "escolhíveis"... em alguns hospitais privados, às vezes pode ser que sim. Repito: em alguns hospitais privados - às vezes e pode ser que sim. Mas no geral: cesárea = necessidade ou casos especiais. É uma exceção e todo mundo deixa bem claro de que se trata de uma cirurgia...Não é visto nem como normal e nem como algo natural, nem pelos médicos, nem pela sociedade. Um UFA! bem grande para mim, que tenho absoluto pavor à facas e agulhas (tanto que estive a ponto de optar por um parto planejado em casa, mas acabei desistindo porque é caríssimo... e vai, o Alberto não queria concordar).
Partindo da filosofia de conversas diretamente com as parteiras, se valorizam as dúvidas, sentimentos, medos e preocupações da mamãe e do papai... muito mais do que a parte médica em si. Além disso, o SUS oferece cursos de pré-parto para os casais. Eu e o Alberto estamos fazendo e está sendo muito legal e tranquilizador! Todas as semanas temos uma hora de ginástica para grávidas e uma hora de aula teórica, em que nos explicam os tipos de parto que podemos ter, se queremos mais natural, com ou sem anestesia, quais são os seus efeitos, detalhes sobre a oxitocina artificial, a instrumentalização do parto, os casos que podem levar à cesárea, etc... Também explicam sobre contrações, dilatação, respiração, lactância, como cuidar do bebê nos primeiros dias, o umbigo que cai, troca de fralda, paternidade - hahaha - etc... Tenham em conta que nós somos "primerizos" (ou seja: A-MA-DO-RES) e estamos aqui sozinhos! Toda essa informação é extremamente valiosa para os dois.
¡El parto es nuestro!
Tudo isso me ajudou a decidir sobre que tipo de parto eu gostaria de ter, de maneira consciente, pensada e baseada em informações. Conversei com minha matrona e ela me recomendou visitar 2 ou 3 hospitais públicos para conhecer as suas filosofias e ver qual delas mais se aproxima à minha. Além disso, te recomendam fazer um "Plano de Parto", que é um documento oficial do Ministério da Saúde onde vc descreve as opções que você gostaria que fossem respeitadas no seu parto: métodos anestésicos, libertade de movimento durante a dilatação e o expulsório, se vc quer ou não dar o peito depois do nenem nascer, episiotomia, se vc quer poder beber e comer durante a fase prévia, etc... Tudo isso é levado em conta na hora do ingresso no hospital e será respeitado dentro do possível durante o seu parto.
Estivemos no XII de Octubre, hospital de referência na Espanha; um dos primeiros à seguir as recomendações da OMS de que o parto seja o mais natural e menos instrumentalizado possível.
Vimos muitas coisas legais e achamos que pode ser uma boa opção. Pra quem quer saber porquê: Eles foram os primeiros em Madrid a ganhar um prêmio da Unicef por estímulo à lactância: o neném sai de dentro de você e vai diretamente para a sua barriga. Eles esperam o cordão umbilical terminar de latir antes de cortar para que seja menos traumático possível para o pequeno. Daí o baby vai direto para o peito. Nada de pesar, nem limpar, nem colocar toquinha: Piel con Piel e pro peito mamar. Todos os outros processos podem esperar, o amor não, né gente? Eles explicaram que estudos científicos comprovaram que o piel con piel estabiliza e normaliza a temperatura do bebê, seu ritmo cardíaco e tranquiliza a criança, sendo mais eficiente que uma incubadora na maioria dos casos. Além do mais, é o melhor estímulo para a que o leite da mamãe desça e para que o neném mame. Esta primeira mamada ajuda na normalização do tamanho do útero da mulher, diminui riscos de hemorragia, depressão pós-parto e um monte de coisas chatas que podem acontecer.
Daí vem a parte mais legal: papai, mamãe e bebê vão pra um quarto e ficam ali durante 3 horas, sozinhos. Se namorando, mamando, se olhando e se conhecendo. É algo que poucos hospitais fazem aqui na Espanha e reforça os laços afetivos entre mãe e filho, algo que vai se refletir diretamente no tipo de relacionamento afetivo que essa criança vai desenvolver com outras pessoas ao longo dos próximos 5 anos de vida. Louco, né?
Também gostei das alternativas que eles dão à postura na hora do parto. Você pode dar a luz deitada, em uma cadeira, de cócoras, deitada de lado, etc... como você decidir na hora H, deixando a natureza agir e sentindo o quê é melhor para você e para o bebê. Na visita elas nos mostraram uma cartilha com exemplos e toda a equipe está preparada para ajudar a mãe a parir da maneira que ela achar mais cômoda. Também nos explicaram que, se tomarmos a epidural, dificilmente poderemos fazer algo além de deitar na cama e empurrar, porém, sem sentir dor :) !
Do meu ponto de vista, faltaram alternativas para a hora da dilatação e das contrações, que são as mais doloridas... Eles oferecem as bolas de dilatação (são como as de pilates), opção de caminhar e pouco mais.
Por isso, eu e o Alberto vamos conhecer o Hospital de Torrejón esta semana. Lá, a infra-estrutura para o parto natural é ainda maior. Cada casal tem um quarto onde ficam sozinhos no período de dilatação, com banheiro e chuveiro para ajudar a aguentar a dor, espaço para caminhar para acelerar a dilatação, eles animam a que os pais levem música para ajudar no relaxamento, também oferecem as bolas e TCHARAM! ... Têm piscina com água quente no paritório! Mas só para quem não quiser anestesia; coisa que não sei se vou agüentar.
Achei super super legal saber que existem todas estas alternativas no sistema PÚBLICO de saúde aqui em Madrid! Lembrando: não são todos os hospitais públicos que seguem estas tendências, porém, SIM, existem alternativas para que o seu parto seja o mais próximo possível do que você gostaria. E ressalto que este sistema, estas alternativas, o respeito e a humanização no trato - seja do parto normal, natural ou de cesárea (que são diferentes e que, por definição, não são necessariamente "respeitados" ou "humanizados") - são válidos para todas, TODAS as mulheres que buscarem caminhos e alternativas aqui na Espanha. Para mim, esta é a grande diferença. No Brasil, só quem tem dinheiro ou um plano de saúde bacana tem acesso à um trato respeituoso... e mesmo assim, dentro de certos limites, porque, por exemplo, minha escolha de provar o parto natural, seria ignorado (ou motivo de risadas pelos médicos e pelo sistema)... Isso para mim é o mais bonito por aqui, todas as mulheres podem viver um parto com dignidade - seja natural ou cesárea. A violência obstétrica não é um problema tão grave quanto a que existe no BR, principalmente para as camadas mais pobres da população, que são a maioria.
Os parteiros sempre falam: "si la cosa se tuerce, buscamos las alternativas: el parto es dinámico". Todos temos isso bem claro: cada um tem um modelo mais ou menos claro na cabeça, mas sabemos que o melhor parto é aquele possível, que traz o seu filho ao mundo com saúde e amor. Ter alternativas e opções é importante e por isso estou feliz de ter meu filho aqui: pela tranquilidade de saber que temos muitos caminhos, que eu sei qual eu gostaria que fosse o meu, e que dentro do possível ele será respeitado e bonito.
Faltam 4 semanas :) Obrigada a todos os que nos acompanharam até aqui.
Mais Informação:
Quem estiver em Curitiba e quiser mais informações sobre o parto humanizado e respeitado, sugiro conhecer o Grupo UNA, o Blog Cientista que virou Mãe, o Grupo Infância Livre de Consumismo.
Aqui na Espanha, me apóio na associação El Parto es Nuestro, no movimento Crianza Natural - que tem um fórum excelente sobre todos os temas relacionados ao parto e no Grupo Genesis, que faz partos domiciliarios planejados e facilita muita info para as mamães curiosas e inquietas.
"Mal vamos si nos acostumbramos a la caridad y no a la justicia."
Sempre digo que reclamamos das coisas erradas. Por exemplo: montar uma manifestação para pedir "paz" no Rio de Janeiro, é como ir para a rua pedir que as pessoas "votem consciente" num país de ignorantes. Como uma sociedade pode votar consciente se não tem acesso à educação? Como podemos pedir "Paz", assim, sem mais nem menos, se os policiais estão mal formados, mal pagados, mal educados, trabalham sem infra-estrutura e não têm o apoio de ninguém?
Nos assombramos com o Furacão Sandy nos Estados Unidos e ignoramos nossas próprias mazelas. Mentimos para nós mesmos e viramos a cara para a nossa realidade quando centenas - ou milhares - de pessoas morrem por causa das chuvas no nosso país. E não se trata de um furacão.... é sempre igual: no Brasil não pode nem chover. Se chove, morre gente.
Na minha cidade, Curitiba, cada chuva forte derruba árvores que fecham ruas, amassam carros, deixam casas sem eletricidade. Reclamamos, publicamos fotos no Facebook, lemos as repetitivas reportagens na Gazeta do Povo. Mas ninguém fala sobre as casas alagadas ou sobre as pessoas que perderam tudo, inclusive seus familiares, nos bairros afastados. Não nos importa a periferia, nem os pobres que morrem nos bairros suburbanos.
Essas criaturas da periferia só nos importam quando entram em nossos centros comerciais com suas roupas de mau gosto e seus perfumes de 15 reais. "O quê esta gente feia está fazendo aqui no nosso shopping?", nos perguntamos. "Deixem-nos em paz aqui no nosso aquário, na nossa bolha de vidro, comprando sapatos e colônias caras, que vocês nunca poderão ter."
Olhamos feio, viramos a cara, temos medo. Feios e pobres que matariam por um iPad... E nós, civilizados que somos, só pedimos PAZ.
Ligamos a TV e vemos a Regina Duarte e o Joãozinho 30 de mãos dadas e camiseta branca andando com uma bandeira, flores e velas, pela avenida de Copacabana, baixo o Cristo Redentor, pedindo PAZ. Vão acompanhados de milhares de pessoas. Cidadãos conscientes, votantes, artistas.. uma elite intelectual de primeira, que "luta pelo povo". Só que não.
Os brasileiros não vão pra rua pedir educação, pagamento digno para os professores, infra-estrutura nas escolas, salário decente para os policiais, nem hospitais públicos que funcionem bem com o dinheiro dos impostsos que pagamos. Dane-se o transporte público e seus usuários, os ciclistas e os pedestes. Que se ferrem e morram - os pobres e feios, que são os únicos que dependem dos serviços do Estado. Enquanto pudermos comprar carros novos, só o preço da gasolina nos importará. O preço da gasolina que sobe injustamente e nos transforma em vítimas de um sistema que nós mesmos criamos.
Mas deixa chover em Petrópolis! Deixa alagar tudo em SC! Deixa uma família "humilde" ir no Luciano Hulk pra ver quem não chora, quem não manda roupa e cesta básica pra ajudar... Quem não vai no Cotolengo dar uma mão no bingo? Todo mundo. Todo mundo faz caridade porque ninguém quer se sentir culpado. Afinal, os culpados são só os políticos, não é? Corruptos! Cadeia neles! - repetimos nos nossos discursos infames, na mesa dos bares, ou - mais recentemente - usando a internet.
Nós e nossa sociedade, a elite, os intelectuais, os que estudamos e nos preparamos pra sacar este país pra frente, só queremos paz. Até doamos nossa roupa usada e alguns kilos de alimentos para entrar em shows de rock de 700 reais. Mas que não venham nos falar dos outros, da justiça para as pessoas que estão do outro lado do muro e que só querem viver da teta do governo, sem saber nem escrever seu nome direito.
Por justiça a gente briga sim, mas pela nossa, pra quem está no mesmo patamar que a gente. E às vezes até pela dignidade dos mendigos... mas só se eles forem brancos, loiros, altos e de olhos claros. Lembram daquele mendigo-muso que apareceu na internet? Até na Espanha saiu a cara dele... Tem algumas coisas que não mudam de um país para outro... Mas pelo menos aqui, o povo vai para rua, pedindo pelo bem estar que é direito de todos.
Texto inspirado em uma coluna lida esta manhã no jornal El País.
Por Caridad
Este post é um comentário que eu pensei em escrever numa publicação feita no Facebook pelo jornal Gazeta do Povo. Trata-se de um editorial sobre a situação do direito ao aborto no Brasil.
Preferi não publicar o meu pensamento na publicação da Gazeta para me privar dos comentários preconceituosos que poderiam chover na maior rede social do mundo - que também é o maior reservatório de bobos de todo o planeta.
Aqui estão as 10 linhas sobre a minha opinião e experiência pessoal com o tema aqui na Espanha (o editorial da Gazeta vem logo abaixo).
"Na minha opinião a mulher deve ter o direito a decidir. Moro na Espanha há 5 anos, estou grávida de 4 meses e através do sistema público de saúde me fizeram todos os testes para saber se o meu neném tem síndrome de down ou de edwards. São exames que não são feitos nem sequer pelo sistema privado (ou planos de saúde) aí no Brasil. Conversei com médicos em Curitiba que me explicaram que se trata de "exames muito caros" e que por isso normalmente não se realizam.
Caso essas provas dessem positivo eu teria o direito de escolher. Teria o direito de fazer um aborto "gratuito", ou seja, pago pelo sistema público de saúde espanhol - isto sim, até a 21ª semana de gestação. Também teria o direito de seguir com a gravidez se assim eu e meu companheiro desejássemos.
Isso significa que eu teria direitos. Eu escolheria e poderia decidir- como mãe, mulher e cidadã - o meu futuro e o futuro do meu bebê.
De todas as formas, fico feliz com a notícia que motivou a Gazeta a escrever este editorial - uma prova de que evoluímos como sociedade democrática - apesar da postura tão conservadora deste meio de comunicação."
Aqui está o tal editorial da Gazeta do Povo
A Eugenia avança:



