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Ranking de corrupção mundial

Hoje, lendo uma reportagem sobre a corrupção na Espanha, encontrei esta informação. É um mapa-índice da percepção da corrupção apresentado pela "Transparência Internacional".

Atualmente se fala muito sobre o desenvolvimento do Brasil e sobre como ele é um dos países emergentes e prometedores para o futuro. Mas para mim, enquanto a gente tiver problemas de base como este, o Brasil vai continuar sendo aquele meu velho conhecido de sempre...

O BR está na posição 69 e a Espanha em 30º lugar no ranking de percepção da corrupção.
Interessante observar nossos vizinhos: Chile, Uruguai - França, Holanda... e meu favorito: Finlandia, em 1º.  Na próxima vida.. em alguma vida, eu nascerei Finlandesa.

Também impressiona Itália, na posição 72 e Nova Zelândia, também com um 1!



Entre as coisas interessantes que li no artigo que se chama "En política no existe la presunción de inocencia. Si te acusan, dimites", está resposta do especialista Manuel Villoria, professor e membro do Conselho de Direção de Transparência internacional:

A Espanha é um país corrupto?
Por natureza, não. É um país com bastante corrupção política, mas não com corrupção sistêmica. Um país com corrupção sistêmica é aquele onde para levar uma criança ao colégio, você tem que pagar um suborno.. Ou para poder ir ao médico, ou aos policiais...

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Eu não quero ter carro


A subida de preço da gasolina em Curitiba teve mais repercusão nas redes sociais do que a chegada do calor "insuportável" de 30º (!) na cidade sorriso.

Como decidi parar de reclamar no Facebook - para ser um pouco diferente das pessoas comuns -, transferi minha frustração-expatriada para este blog, onde comentarei com os meus caros não-leitores, o quê eu penso sobre o tal assunto:

... válido é reclamar da falta de qualidade do transporte público da cidade em vez de queixar-se do preço da gasolina.

Lembrem que o transporte público é público e exigir melhoras ao Estado é um direito (eu diria até mesmo "dever") do cidadão. O posto de gasolina é uma entidade privada de algum cara que quer ficar rico às custas de um Governo que não faz bem o seu trabalho. O posto não tem nenhuma razão para cobrar um preço justo pelo seu produto ou serviço.

É claro que você pode fazer uma reclamação no Procon.. mas você sempre vai ser vítima de um empresário oportunista - nenhum Procon pode nos salvar disso.

O sistema público sempre será público, e nosso. É a diferença entre "público" e "privado". Só por isso deveríamos nos apropriar dele para sempre - ou pelo menos enquanto somos obrigados a pagar os impostos que mantém - ou deveriam manter - estes serviços vivos.


Das coisas que mais gosto de morar aqui desse lado do mundo é de ter a opção de não ter um carro. Reforço: não tê-lo como uma opção e não por falta dela. E isso só acontece porque os cidadãos espanhóis exigem os seus direitos e fazem com que os políticos cumpram os seus deveres.

Bem mais simples do que exigir que o dono do posto te venda gasolina barata. Não deveria ser?

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Resgatados pela Eurocopa

Mais do que crise ou recessão, as palavras do momento por aqui são "Resgate Económico". 
Rapidamente: o sistema bancário espanhol foi resgatado pelo Eurogrupo, com um financiamento em forma de empréstimo de €100 bilhões. A partir de agora, a Espanha está baixo supervisão, não só da Comunidade Européia, mas também do FMI. Deixamos de ser um país soberano, pelo menos economicamente e teremos que prestar contas periódicas à Comunidade Européia (recomendo o Blog da Karla Mendes, no Estadão).

Tudo isso aconteceu neste final de semana: o rumor apareceu na sexta-feira, apenas uma semana depois do presidente Mariano Rajoy garantir a todos os espanhóis, pela televisão, que a Espanha não seria resgatada. No sábado de manhã o Ministro da Economia deu uma coletiva de imprensa confirmando que tínhamos aceitado a "ajuda econômica oferecida pela Comunidade Européia". Luis de Guindos não utilizou a palavra "resgate" e insistiu - em outra palavras - que a Espanha tinha tido "muita sorte", já que a Comunidade Européia fez uma oferta irrecusável para apoiar a nossa economia. De Guindos também disse que Rajoy não falaria com a imprensa, pois o presidente estava viajando à Polônia para ver a estreia da Espanha na Eurocopa. Em plana crise. No meio do que muitos jornalistas chamaram de pior momento económico do país desde a Transição pós-Franco.

Claro que isso gerou histeria coletiva e o presidente teve que voltar láááááá da Polônia pra dar uma entrevista e uma explicação aos espanhóis. Depois, Rajoy voltou à Polônia para, como a maioria dos espanhóis, ver a Seleção Espanhola empatar com a Itália.

A teoria da conspiração diz que tudo já estava planejado. Eles já tinham calculado tudo minuciosamente e o anuncio foi feito, de propósito, um dia antes do começo da Eurocopa. Com isso, eles abafariam o caso e desviariam a atenção da população.

 


 No sábado, muitas pessoas ficaram horrorizadas com a palavra "resgate". No domingo tinha fila pra comprar jornais na banca. Lá pelas 16hs desse mesmo domingo, pouco tempo depois da declaração do Rajoy, a maioria das pessoas esqueceu toda a história que eu contei e foram para os bares e praças, vestidos de vermelho, com a cara pintada e a bandeira em mãos, no auge do seu patriotismo, para gritar: "Yo soy español, español, español" - algo como "eu sou brasileiro, com muito orgulho..."
Lembrei do Brasil. Vi todo aquele espetáculo com tristeza. Me uni à teoria da conspiração. Lembrei do Julian Irusta. Pensei nas grandes manifestações populares que vivi na Espanha e me perguntei se todos aqueles ativistas também tinham se esquecido do restate económico e da política. Torci pela Espanha e pensei que não podemos estar condicionados pelos governantes, que o povo é soberano e merece seu divertimento. Entendi que esta é a desculpa que usamos para nós mesmos.... E que tem coisas que não mudam entre um país e outro.

Fonte: Pinterest do Julian

Esta semana vi no Facebook de algum amigo a imagem que publico no final deste post - e dei "like". Vi a publicidade da Coca-Cola na TV e me pareceu de péssimo gosto. Fiquei indignada, fiz um discurso demagógico na mesa do almoço, perdi o apetite e dei piti - apenas poucos minutos antes de começar os Simpsons e da gente tomar nossa anestesia diária de risada. E logo pensei: merecemos.






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O Real Madrid x Barça
A política local e seus vermes mundiais
Coisas que quem vem morar na Espanha nunca entenderá
A greve geral, os porteiros e as prostitutas


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A volta ao Brasil I

Esse é daqueles assuntos sem fim. A história recorrente que sempre vem à tona, que sempre se debate em casal, constantemente questionado pelos amigos e calado pelos pais e pela família.
Mas é o tema que sempre existe dentro do expatriado. É como a saudade. Dorme, mas não desaparece.

Com a inversa situação econômica entre Brasil e Espanha, "a volta" é mais falada, perguntada, debatida.

Ontem eu estive em um evento onde conheci muitas brasileiras que estão na Espanha há diferentes
 períodos de tempo e por diferentes motivos. Todas temos vontade de voltar pro país onde nascemos e concordamos que o principal motivo que nos faz questionar sobre se "ir" é melhor do que "ficar", se resume em situações como essa:

Restaurantes da zona oeste de SP são alvos de arrastão


Fonte: Folha de SP


Arrastão? 

Sério. Eu não sou muito exigente com a vida.
Só quero poder passear em paz por uma cidade, tomar um vinho com meu namorado, uma cerveja com meus amigos e uma cocada com meus pais. E voltar pra casa de madrugada andando e sem sentir medo. Mais nada.
Um dia eu vou voltar ao Brasil, todo mundo volta. Mas talvez seja por isso que a gente demore tanto em dar esse passo.

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A política local e seus vermes mundiais

Hoje me contaram (sim, estou lendo poucas notícias) que saiu na Veja (¡uy!) que o Lula pediu para adiar a investigação sobre o mensalão. Minha primeira sensação foi (desculpem a sinceridade) de nojo. Um nojo cru, puro e sincero. É difícil você estar há tanto tempo longe, vendo todo mundo falando maravilhas do seu país e saber que na verdade nada mudou. Simplesmente existe mais dinheiro por lá e pronto. Tem trabalho pra todo mundo e os ricos que investirem por lá serão ainda mais ricos. Depois que eles arrancarem toda a grana do país, pegarão suas coisas, euros, dólares, ienes e reais e explorarão outros mercados.

Legal né, Lula?

Se impressionar com isso é ingenuidade e se deslumbrar chega a ser feio; coisa de novo rico que fica de nariz empinado, se sentindo o melhor do que os outros, que são como ele era, só porque agora tem mais grana. O dinheiro infla o ego das pessoas. Sabemos que é assim e isso está acontecendo com muitos brasileiros. Apesar de ser compreensível é um pouco triste e bastante chato.

Mas por quê estou falando tudo isso?
Porque depois desse sentimento inicial de desprezo aos políticos do meus país e à passividade da sociedade em geral, li uma notícia sobre a Espanha que me parece ainda pior: Um diretor do Bankia tem direito à 14 milhões de indenização.

Nos dan por todos los lados, en todos los países, siempre. Indignarse es poco.


A maioria do pessoal nem deve saber, mas com a tal da crise na Espanha, um banco privado foi resgatado com dinheiro público. Ou seja: com a minha grana, meus impostos, meu salário, meu trabalho.

O Estado pagou 23,5 bilhões de euros para salvar um banco privado, que foi nacionalizado, gerando um custo médio de €1.300 por contribuinte e que não sabemos se algum dia vai gerar algum benefício público. Com tudo isso, esse mesmo banco vai pagar 14 milhões de euros para um ex-diretor. Ficou indignado? Então...

Isso nem é tudo. Estamos vivendo um recorte completo em todo o estado de bem estar: aposentadorias, educação, saúde pública.. Pouco a pouco tudo isso vai pro brejo. Com muito esforço, podemos entender os recortes, mas essa injeção em um banco privado, não. Imagina saber que parte dessa grana vai pra pagar a indenização de um dos caras responsáveis pela quebra da instituição.

Eu precisava escrever estes parágrafos porque precisava ser justa e mostrar pra mim mesma e para todos os brasileiros infelizes com as grandes injustiças do nosso país, que aqui, onde eles chamam de "primeiro mundo", tem uma grande quantidade de merdas iguaizinhas às que estamos acostumados a jantar durante o Jornal Nacional.

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Coisas que quem vem morar na Espanha nunca entenderá I

Já adianto: a lista é infinita.

Eu tentei recuperar algumas reflexões no twitter, mas foi impossível encontrá-las (se alguém conhece um caminho fácil, que me avise). Mas essas "coisas" passeiam entre o assassinato de toros em praça pública, o hábito de jogar toco de cigarro e guardanapo no chão dos bares, e o bigode do ex-presidente Aznar - apesar de que ele já fez a barba e o bigode ficou no passado.

Mas hoje meu lisitado foi enriquecido com uma aportação que acredito ser insuperável. Atenção ao título da notícia:

O neto do Rei, ferido gravemente depois de disparar acidentalmente no próprio pé, se recupera

O neto mais velho do Rei, de apenas 13 anos, sofreu um acidente quando praticava tiro junto ao seu pai, na sua fazenda privada em Soria. O menino foi operado e está internado em um hospital madrilenho.


"Criança", "arma", "Rei" (com maiúscula), "disparo" "pai", "fazenda privada"... tudo isso em uma mesma notícia... Só faltou explicarem que o menino está utilizando sistema público de saúde para sua recuperação, mas isso é lógico.

Tivemos que esperar algumas horas para que os principais jornais da Espanha publicassem outra notícia, onde a Guarda Civil explicava que uma criança de 13 anos não pode disparar ou manejar uma arma de fogo, nem sequer uma pistola de ar comprimido.

Ninguém explicou nada. Nem o Rei, nem o pai do piazinho, nem a polícia. Aliás, polícia falou que é proibido... mas não disse se o pai do guri de 13 anos vai ser investigado e que tipo de pena ele pode ou deve sofrer.

Pra quem ainda não entendeu, dizem que a Espanha é um país desenvolvido. Mas com esse post quero dizer que aqui existem problemas bem parecidos com os que temos no Brasil. É claro que eu posso explicar alguns deles, mas em outros casos - como esse - a própria história é a meia palavra que basta.


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A greve geral, os porteiros e as prostitutas

É a segunda greve geral que vivo na Espanha e dessa vez quase cheguei a vê-la, pois moro ao lado do trabalho e não uso o transporte público da cidade. Mas lembro muito bem da primeira - foi muito impactante para mim. Eu estava fazendo um curso fora da empresa onde trabalhava e tive que usar o metrô, que demorou muito para chegar. Os manifestantes faziam piquetes e senti um pouco de medo de que me dissesem alguma coisa por estar andando na rua, por não estar manifestando meu apoio a eles. Vi fábricas, lojas e restaurantes fechados e os trabalhadores segurando faixas e cartazes.

Naquela época eu trabalhava em um grupo de comunicação com postura bastante conservadora. Intereconomia era um dos alvos dos grevistas e naquele dia, o jornal La Gaceta nem sequer foi distribuído. Os piquetes impediram que os caminhões saíssem da gráfica.

Neste ano eu não posso dizer qual é o clima nas ruas, pois estou trabalhando e vendo tudo pela televisão. Não porque eu não apoie a greve, ao contrário: concordo com o quê os manifestantes e os trabalhadores dizem - apesar de estar contra os sindicatos.
Mas escrevo sobre a greve geral na Espanha porque é algo impressionante para uma pessoa que, como eu, vem de um país de apáticos que sempre diz que "sim" a tudo e não tem este espírito de coletividade para lutar pelos direitos de todos..

"O fracasso é um ponto de vista"

Esta manhã a oposição dizia que a greve foi um fracasso, com adesão de apenas 18 ou 20% da população. Você imagina uma manifestação na sua cidade em que 20% da população participe? Em Curitiba, cidade de onde venho, haveria mais de 50.000 pessoas na rua. Um amigo de lá me disse que na última manifestação contra a corrupção que ele foi não tinha nem 200 pessoas apoiando.

Por outro lado, os sindicatos dizem que mais ou menos 70% dos espanhóis aderiram à greve.

Foto publicada hoje no Twitter de @domigosanpedro, original de Gustavo Ribas. Mais e mais fotos aqui

Apesar de alguns distúrbios violentos e dos quase 60 presos (antes das 16hs), a greve é um direito e exercê-lo não está mal visto por aqui. Se respeita o "direito a fazer greve" ou o "direito a trabalhar" e isso foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção. Na minha empresa, dias antes da greve, recebemos um e-mail do RH perguntando quem participaria da manifestação e quem trabalharia. Tudo bastante normal e sem pressão de nenhuma parte.

No Twitter, a apresentadora de um dos programas jornalísticos mais importantes do país, emitido pela televisão pública, explicava que hoje a TVE trabalhava com serviços mínimos: dois telediários emitidos ao longo do dia.

Por quê tudo isso? 

Existe uma motivação política que leva os Sindicatos a se posicionarem contra o governo. Mas os principais motivos da greve geral são as medidas austeras deste governo direitista com relação à política social do país (amigos residentes, me corrigam se eu estiver errada):
  1. Reforma Laboral
  2. Recortes na saúde pública
  3. Recortes na educação pública e diminuição dos salários de professores
  4. Possibilidade de privatição do Canal Isabel II, o serviço de água de Madri

Enquanto isso, a minha outra cidade, Curitiba, faz aniversário

São 319 anos e pelo menos os últimos 10, até onde minha memória alcança, são de desorganização, ignorância, marketing e corrupção. Tudo isso em uma cidade de quase 2 milhões de pessoas, onde muitos não têm acesso a serviços como saneamento básico e educação. Mesmo assim, o governo investe massivamente em publicidade para convencer todo mundo de que Curitiba é a Capital Ecológica, a Cidade Modelo do Brasil. Com tantos cartazes bonitos, os que têm educação e saneamento básico, parecem esquecer de que os demais são parte dessa mesma "cidade modelo".

Então, lá no "primeiro mundo brasileiro", só quem faz greve são porteiros e zeladores. Segundo a Gazeta do Povo, porteiros e demais funcionários dos condomínios de Curitiba pedem "reajuste de 15% e equiparação com os vencimentos dos profissionais do interior do estado". Como resposta, a presidente do Sindicato da Habitação e dos Condomínios, Liliana Ribas Tavarnaro, afirmou que não há condições para conceder reajuste, pois “condomínio não é empresa, não tem lucro”.

Enquanto a senhora Tavarnaro diz que condomínio não é empresa, a notícia que informa sobre a greve, acertadamente se refere aos zeladores e porteiros como profissionais e funcionários; portanto, pessoas que têm direito a exigir melhorias nas suas condições de trabalho - a escravidão acabou no Brasil lá por 1888 né? Mas parece que esqueceram de avisar à essa senhora que se ela não está disposta a pagar salários aceitáveis aos seus colaboradores, ela mesma pode abrir as portas do seu prédio e limpar o seu elevador. Tal e como fazem as pessoas nos países ela vai passar as férias com seu marido, achando tudo lindo, limpo e "exemplar".

Mas em Curitiba ninguém nem lê a notícia. Só se darão conta da greve quando não encontrarem ninguém para abrir as portas dos seus prédios. Na cidade modelo, quem não é modelo é invisível. Ou algum de nós vai se unir para apoiar a classe dos porteiros, que nem sequer são considerados funcionários pela própria presidente do Sindicato da Habitação e dos Condomínios?

 

E as prostitutas?

Na Europa, o direito à greve é utilizado até por aquelas que no Brasil são motivos de risadas, como as prostitutas. 

Ontem, as prostitutas de luxo fecharam as pernas e iniciaram um protesto para conseguir linhas de créditos às famílias carentes (!). Elas decidiram que não vão mais fazer sexo com banqueiros, com a intenção de "pressionar o setor" e querem que eles "cumpram suas responsabilidades sociais".

Os bancos, maiores responsáveis pela crise européia, parecem ter os seus dirigentes nos postos de trabalho pior vistos da atualidade. Ser filho da puta já não tem problema, elas têm dignidade.... e não a vendem para um banqueiro qualquer.


As prostitutas do "primeiro mundo" fecham as pernas e os porteiros da "cidade modelo" não abrem as portas. Enquanto isso, parte de Curitiba aplaude a sua própria hipocrisia e falta de educação, na celebração do seu aniversário.

Greve? O Brasil parece ter problemas chiques demais para se preocupar com política, recortes púbicos, direitos sociais ou educação. Na minha cidade no sul do sul do mundo, estão mais ocupados em exibir vídeos publicitários, enquanto deveriam estar lendo um livro para entender que criticar e se indignar é uma prova de amor muito maior do que maquiar problemas

Curitiba, orgulhosa de sua ascendência européia, não tem motivos reais para festejar seus 319 anos. Nossa modelo deveria aprender com  as prostitutas, com os porteiros e com os mais velhos (e a Espanha está dando exemplo hoje), que exigir dignidade, respeito e qualidade de vida para todos sim é um motivo para comemorar.